terça-feira, 27 de junho de 2017

Estranhos Afectos

Quando vou deitar o Diogo, enquanto o embalo e faço as festinhas que ele tanto gosta vou cantando a música que ele me pede sempre e ultimamente vejo sempre a imagem de uma Lígia Sousa com um sorriso lindo, brilhante e feliz ao lado do marido e filhos e choro.

Que sorte a minha, que tristeza aquela mãe nunca mais poder sorrir, acariciar e beijar os seus filhos. E que raio de traço de destino se atravessou á frente daquelas pessoas e matou todas.

Ninguém merece e aquela família não sai da minha cabeça. Eu sei que não devia pensar assim mas sinto tanto. Imagino-os abraçados e espero que tudo tenha acontecido em segundos, não consigo imaginar um único sofrimento.

Tenho medo.

Chateado

Está tão chateado que quando o mando para a cama diz:
- Não porque estragas-te a minha vida!!!

Durante a Passada Semana

Foi toda a semana nisto, depois tive 2 duas sem perguntar nada e quando volto a perguntar...

Diz-me o Diogo:
 -Gosto de ti.
- Não me amas?
- Hoje não porque estou muito cansado.

- Gosto de ti, mãe.
- Hoje também não me amas!?
- Não porque me dói uma perna.
(Eu espero)

- Gosto muito de ti.
- Mas tu ainda não me amas???
- Não, agora já tenho 4 anos e já só gosto muito de ti e do papá.

- Amo-te muito.
- Gosto muito de ti.
- Oh filho, como é possível tu não me amares esta semana?
- Os meninos crescidos não amam os papás, só gostam.
- Os meninos amam sempre os papás.
- Os meninos crescidos chamados Diogos não!!!
(Continuamos nisto) mas...
Segundos depois...
- Mãe, adoro-te. Chega-te para ao pé de mim para eu sentir o teu cheirinho.

Deixem passar 2 dias, apanhei- o distraído e do nada digo:
- Amo-te.
Ele responde:
- Am....Gosto muito de ti.
-Mau, então tu...
- Opa, amo-te muito.
E abraça-me.




quarta-feira, 21 de junho de 2017

Um Exemplo

Não vou falar dos incêndios, da Judite, dos aviões, árvores, ordenamento do território, etc. Já existem demasiados blá blá á demasiado tempo e é sempre a mesma coisa...NADA!!!

Vou falar do que ouvi uma exemplar mãe gritar para a sua filha, no dia 2 de Junho, no meio da Festa da Criança em Cascais:
 - Corre, sua gorda.

Ora aqui está um exemplo de educação de uma progenitora que alimenta a sua cria seguindo exemplares regras nutricionais e que dá o exemplo verbal de como tratar educadamente a sua filha de forma a que ela cresça um adulto equilibrado e saudável e tudo isto em frente a dezenas de crianças.

Um exemplo...

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Batizado

No ano passado, no dia 11 de Junho, o Diogo  fez 3 anos e foi batizado. Correu tudo exactamente como eu queria porque batizei o Diogo quando ele fez 3 anos, num espaço pequeno, familiar, com poucas pessoas, bom e barato. Gastei 1000€ em tudo (menos fotografias) e toda a gente adorou a comida, a decoração e o ambiente descontraído que se viveu nesta festa de buffet na Casinha das Manas em Sassoeiros.
De salientar que todo o dia correu bastante bem desde a chegada á igreja e todo o ambiente que se gerou com a grande contribuição do diácono da Igreja de Barcarena que permitiu ao Diogo estar livre, em exploração de todo o ambiente que o rodeava enquanto nos presenteava com um discurso leve e bastante acessível. Foi muito comentada toda a leveza criada.


















segunda-feira, 12 de junho de 2017

4° Aniversário

Três dias com oscilações de febres até 39,5°, uma ida ao hospital e duas tomas de antibiótico em 16h deixaram o Diogo apto para festejar o seu aniversário.

Foi um churrasco em família com direito a prendas fantásticas, roupa, um drone e muitas piratarias.








quinta-feira, 8 de junho de 2017

Aqueles Dias

O Diogo acorda às 2h da manhã com 39° e diz:
- Ai, ai mãe, arde muito os olhos. É o pior dia da minha vida!

3 e 4

Diz o Diogo :
- Já disse á avó que quem conta até 3 és tu, ela se quiser tem de contar até 4. 

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O Decidido

Um dia decidi tirar-lhe a fralda durante o dia e ele nem pestanejou - raros foram os descuidos.

Agora ele decidiu que já não queria usar a fralda á noite porque não era nenhum bebé.

E assim tem sido, sem descuidos mas...a chamar-me todas as madrugadas para ir com ele fazer chichi.

Está tão crescido que também já não quer luz de presença.

Crescemos

Nunca fui paranóica em relação a nada com o Diogo, nunca contei dentes, exigui que andasse, falasse.

Algumas pessoas dizem que sou demasiado liberal, outras elogiam a minha forma de lidar com o meu filho e por extensão a forma como o Diogo age e reage.

É verdade que tive tempos muito difíceis com ele, cheguei a chorar enquanto lhe perguntava porquê. Não é fácil lidar com uma criança que não está satisfeita com nada, não sabe o que quer e não aceita sugestões. Chorei bastantes vezes a perguntar- me onde estaria a errar e sempre procurei ser melhor, agir e reagir de forma diferente.

Depois o meu filhote literalmente ficava diferente, super educado, compreensivo, amigo, displinado, atencioso. Um exemplo de menino que qualquer família quereria e pedia-me desculpas.

Nas indas e vindas, caixas, arrumos, limpezas o Diogo foi quem mais sofreu com uma maior ausência de atenção, menos diivertimentos e passeios em família e foi aí que eu vi o quanto o meu filhote cresceu.

Ele negoceia, explica os sentimentos, impõe de forma educada a sua vontade ( que não tenho saudades nenhumas daquelas gritarias), bate o pé, cruza os braços e amua. Ele ensinou-me a dar-lhe as alternativas ao muitas vezes pedi-las o que acabou com muita discussão. Ele ensinou-me a não lhe falar alto quando me dizia para eu lhe explicar baixinho. Ele ensinou-me que a noção do tempo para ele não mudou quando me pediu um despertador e ao ver os números e os ponteiros para ver bem até onde podia ir até começar a cumprir alguma ordem ou pedido.

Ele sempre foi muito "agarrado" a mim mas sempre procurou a sua independência tentando fazer coisas sozinho, cozinhar não é uma novidade e pedir para ajudar nas tarefas faz parte da sua maneira de estar, a não ser naqueles dias que o chamo propositadamente para me ajudar e ele está demasiado ocupado a brincar.

Na sua forma de estar, na sua independência é-lhe permitido ter opiniões que são ouvidas e podem ser seguidas, tal como, tomar decisões sobre o quer, onde ir, etc.

A nossa vida familiar é assim, muita coisa mudou e o nosso léxico comum também - de todos.