quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A Prenda

Ontem recebi por correio registado esta prenda que tem direito a destaque não só porque sim, porque eu quero, porque tem, mas também porque (... vou dizer isto em primeira mão e até as "tias" vão ficar surpreendidas...) eu já estava literalmente lavada em lágrimas porque nunca tinha recebido um embrulho tão bonito quando estou a ler as mensagens e de repente, de dentro do papagaio, cai a "verdadeira" prenda.

Para mim a prenda era o papagaio e as mensagens!!!

Para as "tias": Com os vossos corações consegui chegar ás nuvens e alcançar um papagaio de papel cheio de mensagens de amor e felicidade. As minhas lágrimas não têm palavras!


...e sim, fiquei com o chão cheio de corações e nuvens...

sábado, 24 de agosto de 2013

Nós Ouvimos-te!!!

Nos dias que trabalha muito e principalmente quando está constipado ele dorme que nem uma pedra e volta e meia pergunta:
- Foi hoje que ele dormiu a noite toda e não acordou para comer?
- Não!
- Não o ouvi...
- Mas nós ouvimos-te!!!

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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Crescem Num Pulo

Como cá em casa funciona tudo na perfeição: Eu digo : 
-Amanhã tenho de fazer isto , sem falta. E voilá!!! 
Amanhã da semana seguinte está feito... 

Acabei por ter uma surpresa e de repente tenho de ir ao sotão buscar roupa para o Diogo porque a maior parte da roupa de 3 meses já não lhe serve. 

Alguém me podia ter avisado que eles crescem num pulo :)


Pois mais que tente não consigo perceber as etiquetas que dizem tamanho 62 cm - 3 meses e tamanho 62 cm - 6 meses. Afinal ficamos em quê??? Nem os Made In China acertam!!!




quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Cenas de Mãe

Depois de 2h de birra eu estava toda contente porque o Diogo ia dormir outras 2, custou mas foi! Só que de repente ele voltasse com mais força e fica nesta posição:
Resultado: Fiquei 5h deitada do lado dele a tomar-lhe conta do sono porque não o queria acordar depois de uma birra tão forte e tinha medo que ele sufoca-se - cenas de mãe!!!


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Resumo de Um Parto - Rim Dilatado

Finalmente arranjei alguma coragem e que a coragem que arranjei para escrever este texto passe de  grávida em grávida e que todas as que tenham filhos com rins dilatados (bacinetes) possam preparar-se porque as coisas podem não ser tão simples e lineares como dizem. 

Peçam uma 2º e uma 3º opinião e aconteça o que acontecer esperem no corredor para ver o vosso filho passar - ele vale a pena.


Dia 4 de Junho de 2013 foi após uma ecografia no particular fui internada. A história começa assim:
Na semana anterior, na ecografia do Hospital São Francisco Xavier fui informada que teria que de fazer outra ecografia porque devido ao problema do rim dilatado do meu filho parecia que eu estava a ficar com pouco liquido amniótico, mas teria de fazer a eco no particular porque e atenção: não havia nenhum médico disponível para tal porque ou estavam de ferias ou iam para um congresso. 
Perguntei:
- Então posso vir fazer ás urgências?
- Não porque além das máquinas não serem tão boas os médicos de lá não têm essa especialidade e portanto não saberão dar-lhe um diagnóstico exacto.

Sem pensar aceitei de imediato, graças a Deus a minha condição monetária permitia-me isso e o importante era o meu filho, mas em casa pensei e fui ao meu Centro de Saúde para falar com o meu médico para ele me passar uma credencial. A Sra. da recepção disse que ele estava de férias e que ali não passavam cedências de exames pedidas por outros médicos mas como eu insisti, mandei 2 berros e exigi falar com a responsável do Centro lá fui atendida.  
Comecei logo por levar um raspanete como se fosse uma criança de 2 anos porque ela não tinha nada que me passar uma credencial, a responsabilidade era do hospital e eles é que tinham de resolver e acrescentou:
- Não tenho nada que o fazer mas vou-lhe passar a credencial e isto vai-me estragar os objectivos.

No dia 4 lá fui eu fazer a ecografia e de facto tinha pouco líquido amniótico mas e o mais importante e é por isso que escrevo este artigo foi a informação que no final da gravidez me deu esta radiologista, sem especialidade em obstetrícia e que nunca me foi dado apesar de eu estar a ser acompanhada por uma obstetra, um médico de família, uma médica da consulta de Alto Risco,uma obstetra das ecografias e até dada altura por uma endócrinologista:
- A sra sabe que o seu filho tem um rim dilatado?
- Sei!
- E sabe que este nível de dilatação pode fazer com que o seu filho tenha de ser operado mal acabe de nascer?
- Não. Aquilo que sei é que ele poderá ter de ser operado mas nunca me explicaram quando porque me disseram que á nascença o rim pode dar um “pulo” voltar ao normal e/ou eventualmente ele ter de só medicado.
- Não acredito com este nível de dilatação que não é de agora mas… Vou-lhe fazer um desenho exactamente do que se passa.
E assim fez, explicou tudo e acrescentou para eu me preparar porque poderia ter de ficar sem o menino mal ele nascesse caso os médicos achassem que ele necessitava de operação. Poderia não acontecer mas para eu ter isso em mente. 

Nada do que me tinha sido explicado pelos médicos apesar das minhas 3000 perguntas cada vez que ia á obstetra ou fazer a ecografia. Então não é bem um rim dilatado: o bacinete tem um “tubinho” que expele líquido para a uretra e esse tubo está bloqueado, sendo assim, como não expele normalmente urina acaba por acumula-la e inchar fazendo inchar o rim. Como não expeliu urina não produziu líquido amniótico suficiente e inchou.

Quando saí desta ecografia fui ter com a minha obstetra ás urgência do Hospital São Francisco Xavier para lhe mostrar a ecografia. Primeiro fiquei logo enervada porque tinha de entrar numa consulta de obstetrícia sem o meu marido, coisa que até ali ainda não tinha acontecido mas também nunca tinha ás urgências ter com a médica, depois ela diz-me que vou ficar internada.

A chorar peço para chamar o meu marido, ela deixou mas uma estúpida de uma médica que lá estava mandou-o sair passados 5 minutos. Isto é uma violência para quem está para ser internada, descobrir que se calhar vou ficar sem o bebé á nascença e poderei ter de fazer a cesariana já no dia seguinte, caso haja vagas (sim porque agora quando o autocarro está cheio tu és a filha da mãe que ficas á espera para reduzir custos ao Estado que só faz uma cesariana por dia, para fazer mais tem de ser urgência).

Deram-me uma injecção para os pulmões do bebé e mandaram-em para o internamento. Lá marcaram-me a cesariana para o dia seguinte porque tinha havia uma desistência (uma mãe tinha tido o seu bebé antes) mas como eu lhes disse que tinha tomado a injecção pulmonar a minha cesariana foi desmarcada, tinha de tomar outra injecção ás 21 h do dia seguinte. O que é a injecção pulmonar? Segundo me explicaram  antigamente os bebés que nasciam por cesariana vinham com liquido amniótico dentro deles o que provocava infecções e engasgo, agora com esta injecção eles levam o “choque” pulmonar que deveriam de levar na expulsão de um parto normal e libertam o liquido.

Fiquei internada a matutar quando seria a minha cesariana e como seria com o rim do meu filho fiz outra eco onde se revelou que o líquido era pouco mas não escasso. Continuei internada á espera com uma equipa de enfermeiras e auxiliares fantástica. Acabei por ser vista por um médico que na sexta-feira me mandou para casa para passar o fim-de-semana e voltar na segunda ao final da tarde para ser preparada para a cesariana na terça-feira. Que nervos!!!

Como seria uma cesariana e o que aconteceria quando o meu filho nascesse? No fundo a minha cabeça pensava que iria correr tudo bem e que a dilatação não era assim tão grave.

Nunca quis pensar nisso seriamente e talvez por isso quando ele nasceu encarei tudo de forma natural mas nunca mais me vou esquecer daquele momento e ainda hoje apesar de ter aqui o meu filho, saudável e ter sido atendida por um excelente grupo de médicos desde o parto até ás pessoas que tiveram com ele nos Cuidados Intensivos do Hospital D. Estefânia, não consigo perdoar aos supostos profissionais que acompanharam a minha gravidez porque eu poderia ter sido preparada para esta situação violenta e só soube que ela poderia acontecer sem querer e se eu não tivesse sabido o que seria de mim na sala de parto?

Ninguém paga o sofrimento de uma mãe que mal acaba de ter um filho, está a ser cozida e tem de dizer a um médico que quase a gaguejar tenta explicar o problema do filho á mãe. A aflição e a forma de tornear a conversa foi tão evidente que de repente o meu instinto falou por mim e eu disse literalmente ao neonatologista e ainda hoje me oiço dizer estas palavras:
- Eu fui preparada para o pior. Sei que o pior que pode acontecer é o meu filho ter de me ser tirado á nascença e ser levado para a Estefânia por causa do rim. Faça o que for melhor para ele. O pai está na sala de espera chame-o e trate do meu filho, faça o que for melhor melhor para o meu filho, chame só o pai para o acompanhar.

O meu filho foi encostado a mim breves minutos e foi levado. Eu fui para o recobro e parece que fiz um excelente recobro mas também tive a sorte de ter tido uma excelente equipa desde que entrei na sala de parto. Quando fui para o piso das mamãs tiveram a decência de me meter num quarto com uma menina que também não tinha o filho com ela (digo isto porque sei de casos em que misturaram as mamãs com e sem filhos). A senhora que estava no quarto ao lado tinha uma menina que não parava de chorar e estava preocupada comigo, acabei por ter de a “tranquilizar”.

Eram cerca das 21h horas e a enfermeira chamou uma auxiliar para me levar na cadeira de rodas a ver o meu filho que só seria levado na manhã seguinte mas teria de ficar nos Cuidados Intensivos. Peguei no meu filho, a alegria foi tanta que nem consegui pensar que ele tinha um dóidói, ancarei tudo como uma constipação e só pensava no melhor para ele. Combinei com a enfermeira visita-lo de novo ás 8h da manhã juntamente com o pai porque ele seria levado por volta das 10h para a Estefânia para ser operado. Foi tudo combinadinho com ela, horários e tudo.

No dia seguinte ás 6h da manhã e sem dizer nada a ninguém levantei-me e fui tomar banho á gato – qual cesariana qual quê eu queria era ver o meu filho e não havia dor que me fizesse parar – as enfermeiras deram comigo ás 7h 45m (vejam só o tempo que demorei a lavar-me) junto á sala delas a pedir para alguém me levar aos CI (ficaram de boca aberta).

Quando cheguei aos CI e depois de na noite anterior ter combinado tudo com a enfermeira de serviço, a enfermeira diz-me:
- Estamos na passagem de turno, agora não pode ver o seu filho e não vai conseguir vê-lo porque os bombeiros foram chamados para o levar já. Se quiser vê-lo passar pode ficar  mas não lhe vai poder tocar.

E assim fiquei eu, no corredor, á porta dos CI á espera de ver o meu filho passar. Chorava tanto, tanto, as lágrimas caiam-me como rios dos olhos sem eu conseguir controlar, uma auxiliar foi lá dentro falar com as enfermeiras e com a condição de eu não lhe tocar trouxe-me o filho para eu poder olhar para ele um bocadinho e assim foi, depois ela teve de o levar para dentro.
Entretanto chega o meu marido e praticamente ao mesmo tempo somos informados que os bombeiros estão atrasados e deixam-nos entrar para ver o menino mas sem tocar e ali ficamos nós. Os bombeiros chegaram, levaram o meu menino e o meu marido acompanhou-os.

Quarta-feira e as horas a passar e o meu menino não era operado, estava a ficar com pensamentos negativos e desconfiada mas recebi o telefonema e depois o outro a dizem que tinha corrido tudo bem. O meu marido esteve sempre com o filho nos CI de Neonatologia da Estefânia, eu ligava para lá mas a maior parte das noticias recebias pelo meu marido. O apoio incondicional dele foi muito mais que importante foi essencial, ele estava todo o dia com o menino desde as 9h ás 21h, pelo meio vinha ver-me as hospital por breves minutos, só para me dar um beijo.

Sexta-feira e eu em pulgas para sair do hospital e ir para perto do meu filho, afinal já tinham passado 3 dias mas a minha tensão baixa está demasiado alta. Aumenta a ansiedade e o meu desespero, as enfermeiras tentam baixar-me a tensão conversando comigo mas a prespectiva de não poder sair do hospital deixa-me pior. O tempo passa e a minha tensão não baixa, chora cada vez mais e sem parar, ninguém sabe o que fazer comigo e com o meu desespero e angustia. Pelo que choro já toda a gente do corredor deve de saber. Uma enfermeira lembra-se que quando o piso abriu houve um caso parecido e pede á médica permissão para me deixar sair da parte da tarde com a promessa de eu voltar ao final da tarde.

Fui ver o meu filho, mal podia andar mas para mim eu corria. Não sei, não posso e não consigo descrever o que senti por ver e estar perto do meu filho. Pedi permissão para lhe tocar e deram-me, depois pode pegar nele ao colo. Ao final da tarde regressei ao meu hospital e preparei as minhas coisas para sair no dia seguinte.

Estou á espera que venha a médica mas parece que hoje é um médico. Oiço música budista para me centrar e acalmar alguma coisa que possa não estar calma dentro de mim mas sinto-me em, estou feliz, vou sair do hospital e vou para perto do meu filho. Adormeço.
enfermeira vem tirar-me a tensão e… está na mesma demasiado alta. O quê??? Não pode ser, eu sinto-me bem juro. Acabei de acordar e não me sinto ansiosa. Mas nada a fazer. Passam 30 minutos e vou de novo ter com elas, nada mudou… 30 minutos depois tudo continua na mesma. O tempo passa e eu começo a ficar louca porque assim não tenho autorização de saída. Ligo para o meu marido e digo-lhe que vou sair custe o que custar mas eu vou perto do meu filho, discutimos porque ele não concorda e eu choro desalmadamente. Só quero sair dali porque é que isto me está a acontecer. 

As enfermeiras estão sem saber o que fazer, toda a gente acha que eu devo de sair mas não podem autorizar, fazem o que podem e não podem, chamam o médico que está de serviço e falam com ele – entretanto já passou uma manhã comigo a chorar convulsivamente. O médico fica incrédulo porque não sabe porque é que eu não fiz análises e as enfermeiras dizem que ninguém as pediu. Faço as análises e fico á espera com a garantia que dei á enfermeira, mais uma vez:
- Quando as análises vierem eu garanto-lhe que vai estar tudo bem e que vou ter alta.
- Não diga isso porque pode acontecer alguma coisa.
- Tenho a certeza. A minha cabeça é que está a comandar o meu corpo, são os sentimentos mas a razão/matemática vai dizer que o corpo está a funcionar na perfeição. Sou eu que sem saber como estou a fazer com que a tensão suba…

Três horas depois estava fora do hospital com medicação para a tensão e junto do meu filho que só larguei quando ele teve que regressar de novo para uma segunda intervenção, já programada e para o bem dele.

Agora estamos todos em casa, a vida decorre normalmente mas muita coisa poderia ter sido evitada. Nós pais deveríamos de ter sido preparados para o que nos podia esperar, com tempo talvez reagíssemos de outra maneira e bem que ninguém prepara uma mãe ou um pai para ficar longe de um filho mas as coisas poderiam ter acontecido de uma outra maneira. 

O exemplo de como se devem tratar as pessoas e a sua sensibilidade foi dado por todos os profissionais que nos acompanharam nos Cuidados Intensivos de Neonatologia do Hospital : Estefânia porque sempre falaram connosco e nos deram a conhecer o que poderia acontecer. Toda a gente teve sempre um discurso muito real e ao mesmo tempo positivo porque não se esperava nada de grave mas o exemplo de explicar, elucidar está lá.


Alguém nos poderia ter preparado antes… mas mesmo assim sentimos-nos abençoados porque temos um filho saudável e o que vi serviu-me de lição e não posso imaginar o que sentem os pais dos bebés que têm de lá ficar meses. Esses sim são pessoas de luta, muita luta. O que chorei foi meu mas olhar para eles levava-me ainda mais ás lágrimas porque me sentia uma ingrata, chorava por nada e eles ali a lutarem todos para salvarem vidas:  As Vidas de Deus!


Actualização a 15-01-2015: 
Na altura sofri horrores, ninguém consegue imaginar o que é saber naquele minuto que vai ficar sem um filho pelo qual esperou tanto tempo mas hoje dou Graças a Deus pela equipa médica que apanhei e por todo o tratamento que o meu filho. sofri mais que muito mas foi logo, agora estou descansada e a unica preocupação que tenho é levar o o bebé ao hospital quando ele tem febre para fazer uma análise á urina (ele só teve 3x febre em 18 meses - ajuda não estar num infantário)

Forever Friends 2
























terça-feira, 20 de agosto de 2013

Escondido

- Vou-me esconder. Se ela não me vir não me obriga a dormir a sesta!!!


Momentos

É tão bom ser Mamã, sentir ser este ninho, ter este carinho... 
...é tão bom estar aqui a desfrutar destes Momentos!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

"Tios" e "Tias"

A minha mãe anda a apresentar-me uma série de "tios" e "tias"...
Só espero que tenham muitas filhas porque quando eu crescer espero puder ter umas conversinhas com as minhas primas!!!

Até Dói!

No exacto momento em que apareceu esta imagem pensei:
- Como podemos ser um povo tão brilhante e tão burro ao mesmo tempo? Até dói!

sábado, 17 de agosto de 2013

"Pérolas" do Médico de Familia

"PÉROLA 1"

Existe aquela que já contei:
- Você tem uma gravidez de risco mas como gravidez não é doença e eu não quero responder pela sua baixa por causa dos objectivos, não lhe vou dar baixa.


"PÉROLA 2"
No mês passado como o Luís insistiu, eu liguei-lhe para pedir um conselho sobre um leite em pó porque o que eu usava estava a prender os intestinos do bebé e eu lá liguei, apesar de já ter tomado a decisão após 2h de pesquisas na internet (parecia que adivinhava):
- Bom Dia Dr. o Diogo tem muitas cólicas e fica com os intestinos presos e era preciso mudar-lhe o leitinho. Qual devo de usar?
- Qualquer um serve mas pergunte na farmácia que elas sabem dizer.
(Foi para isto que eu estive quase 30 minutos a tentar falar com ele??? Ainda bem que já tenho Pediatra ou então tinha eu de ir para a faculdade!!!)

"PÉROLA 3"
Blá blá blá e resumindo:
- Dr. assim não pode continuar porque apesar da dieta e de todos os dias eu fazer exercício sempre ganhei peso e não é de agora porque no passado as vezes que fui magra, porque eu sempre fui gordinha mas nunca obesa como agora, fui acompanhada por um nutricionista mas medicada, só as dietas nunca serviram de nada e nem quando eu era basquetebolista federada e fazia imenso exercício fui magra. O hipotiroidismo não pode servir de desculpa Dr. e eu preciso de ajuda, além da alimentação e exercício preciso de medicação. Preciso que alguém olhe para mim e veja que eu sou assim e que tenho de me medicar para sempre.

Depois de meses, ou melhor mais de 3 anos comigo a engordar, engordar, engordar e com ele a dizer que eu precisava de emagrecer e eu a dizer que não sabia porque não emagrecia diz o inteligente:
- Pois é eu tenho doentes assim. Tenho de estar sempre a medica-los com xenical porque apesar do que fazem não emagrecem. Existe muita gente assim... Mas não a vou medicar, vou escrever uma carta ao seu endócrinologista e ele que faça o que achar melhor.
- E se ele não me medicar?
- Não sei. Eu não a vou medicar.
- Então eu continuo obesa para sempre? Tenho de correr o risco de me auto medicar para conseguir levar uma vida normal!?
- Isso você é que sabe mas eu não lhe passar nada nem agora nem depois.
E prontos fica mais uma gorda na sociedade porque um médico acha que sim, apesar de ter visto análises, conhecer-me bem e reconhecer que existem pessoas como eu: façam o que façam nunca emagrecem sem "bengalas".

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Momento UAU

Um daqueles momentos UAU pode ser um momento em que o tempo pára e a vida toma outro sentido. É um momento que fica e que por alguma razão muda alguma coisa.

Os meus 2 últimos momentos UAU têm como protagonista o meu filho que chorava tanto, tanto mas... eu chego ao pé dele, ele olha para mim, cala-se, eu pego nele ao colo e ele sorri. Bastou a minha presença.

- UAU sou mesmo mãe!!! 
(Ficou provado e certificado)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

"Os Intocáveis"

A primeira imagem refere-se à pedofilia no vaticano. 
A segunda ao abuso sexual infantil no turismo na Tailândia
A terceira refere-se à guerra na Síria. 
A quarta imagem refere-se ao tráfico de órgãos no mercado negro, onde a maioria das vítimas são crianças de países pobres.
A quinta refere-se ao armamento livre nos EUA. E por fim.
A sexta imagem refere-se à obesidade, culpando as grandes empresas de fast food.



A nova série produzida pelo artista cubano Erik Ravelo foi intitulada como “Os intocáveis”, são fotografias de crianças crucificadas em seus supostos opressores, cada um por um motivo diferente e uma mensagem clara, visa reafirmar o direito da criança de ser protegida e relatar o abuso sofrido por elas principalmente em países como: Brasil, Síria, Tailândia, Estados Unidos e Japão.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

domingo, 11 de agosto de 2013

Problema de Logística?

Se esta for a única forma do Diogo conseguir dormir alguma coisa durante o dia e se ele não mudar, vou ter um problema de logística no futuro...

Huummm, o cheirinho dos papás sabe tão bem!!!

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Rotinas

Quando me sento nesta cadeira

E meto esta música

O meu filho sabe que vai comer este biberon

E poderá entrar nesta luta
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Para não dormir esta sesta


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O Nosso Sono

O Sono é esse monstro terrível que nos ataca constantemente depois da maternidade. O nosso e o deles porque quando eles não dormem não há forma de nós dormirmos e muita má disposição fica disponível. 

Portanto o melhor é: arranjar soluções para ele durma. Para isso temos a internet, o nosso senso comum e a nossa capacidade de avaliar e entender os sons e gestos do filho - acreditem que depois do primeiro mês tudo é muito mais fácil mas, no primeiro mês em que mãe e filho não falam a mesma língua e mal se entendem tudo parece um castelo louco a desmoronar-se e reza-se por paciência. Também o pai que estando cansado e absorvido por esta vida, mesmo quando dorme, fá-lo mal. O descanso é pouco, mesmo quando nos encostamos porque todas as preocupações estão viradas e centradas para o bebé. 

A preparação que temos nas aulas pré-parto é fundamental mas a realidade é muito mais avassaladora e absorvente, principalmente quando se passa os primeiros dias de vida do bebé, com ele internado nos Cuidados Intensivos e esse primeiro mês prolonga-se. 

Como se atrasa a chegada do bebé a casa, ao cansaço psicológico que toda a situação de ter um bebé internado, juntam-se mais dias de aprendizagem mútua e sem descanso, ainda não se descomprimiu da primeira situação mas já outros "problemas" e acontecimentos normais da maternidade vão aparecendo rapidamente e exigem de nós um entendimento e resolução tão rápida que é esgotante, principalmente quando somos mães de primeira viagem e garanto que não existe no mundo passaporte para isto e por mais que se leia e nos falem, o nosso filho além de ser nosso e único, tem também a sua forma de reacção e entendimento para com o que o rodeia. 

É preciso descortinar e responder rapidamente a essas exigências, descobrir formas de contornar os problemas e arranjar rapidamente soluções ou o conto de fadas pode ser um pesadelo, muitos casamentos acabam nessa altura ou dá-se inicio ao principio do fim. Muitos pais tornam-se possessivos em relação aos filhos e outros tantos acham que só eles têm razão dando origem a discussões, é claro que isto tudo me aconteceu, acontece a todos com mais ou menos intensidade portanto não estranhe, entranhe, respire fundo e bola para frente. 

Não esquecer que é fundamental que se entregue o bebé aos cuidados do pai e que o deixe descobrir o Ser que tem nos braços sem a sua interferência. É fundamental para a mãe porque aproveita para descansar, tomar um banho, arrumar a casa, para o bebé que precisa do contacto paternal e para o pai que quer estar envolvido no desenvolvimento e educação da criança desde o primeiro momento. Mesmo que o pai diga que está cansado meta-lhe o filho ao colo para ele cuidar, nós mães também estamos e precisamos daquele curto espaço para nós.

No meu caso tendo um quarto de bebé esta solução resultou na perfeição mas só com alguma briga á mistura antes de ser aperfeiçoada porque as preocupações tiram muito sono e descanso desnecessário, mas é normal: O bebé acorda durante a noite, eu dou-lhe de mamar no quartinho dele e depois voltamos os dois para o quarto de casal, cada um para a sua cama. Ainda hoje é assim. O pai a maior parte das vezes não dá por nada e pode ficar descansado para trabalhar (agora dá menos e quando dá, já não se sente tão cansado por acordar 5 minutos devido ao hábito) mas... e existe sempre um mas... quando chega a casa do trabalho tem de me dar e dá-me, o meu tempo, umas vezes com mais vontade e outras com menos e as soluções vão-se equilibrando com o tempo e a coisa passa a fluir  mais naturalmente com maior entendimento.

Para mim e neste momento, está a resultar porque também descobri formas de fazer com que o Diogo vá descansando durante o dia, coisa que ele não fazia depois de ter vindo a segunda vez do hospital, com ele descansado durante o dia, eu adquiro outra disponibilidade mental para tudo o resto que me rodeia e para lhe o que ele precisa. 

Depois falo mais destas coisas porque ele acabou de acordar e precisa de mim...

O Colinho

O Colinho da minha mãe sabe-me tãããõoooo bem!!!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sair de Casa em 30 Minutos...Com Um Bebé

A minha amiga Viciada em Viagens á uns meses atrás comentava na rúbrica Vamos dar Uma Voltinha que demorava 2h a sair de casa desde a altura em que decidiam até passarem a porta, aquilo deixou-me a pensar E MUITO... e arranjei a minha solução. 

Funciona bem comigo. Se nós, os papás, já tivermos feito a higiene diária demoro entre os 30 e os 45 minutos a sair de casa porque precisamos de nos arranjar minimamente e vestir o Diogo para sair.

Tenho sempre a mochila preparada para sair a qualquer altura com:
  •  10 fraldas, 
  • 2 mudas de roupa,
  • 1 casaco,
  •  toalhitas, 
  • cremes (hidratante, sol), 
  • aero om, 
  • fraldas de pano de apoio, 
  • 1 caixa com 1 chucha, 
  • fraldário
  • o ovinho e o carrinho estão sempre no carro (como não tenho sistema auto fix demora-se muito tempo a passar o sinto de segurança e dá demasiado trabalho -  para se, por exemplo, tiver de tirara o ovo passados 10 minutos). O Diogo começou a ser "transportado" de formas alternativas porque detestamos o ovinho.


Quando decidimos sair é só:
  • aquecer a água na chaleira (que é a nossa melhor amiga desde que ele nasceu), 
  • meter a água fervida dentro do termo (que também é o nosso melhor amigo desce que ele nasceu, tem sempre água quente o que dá para preparar o biberon em segundos)
  • preparar a caixinha com o leite em pó (por norma meto sempre mais 2 ou 3 mamadas, não vá acontecer alguma coisa)
  • guardar os biberons.

Só aconteceu 1 vez atrasar a minha saída por causa de ser hora de lhe dar o biberon porque por norma, não pensamos nisso. O Diogo come e muda a fralda em qualquer lado e o carro é um óptimo e reservado local para isso, se bem que o fazemos em qualquer lugar aceitável.

Eu sei que parecemos uns campistas de segunda mas com tantas exigências fundamentais para o bem estar do bebé que temos de satisfazer, temos de ir encontrando soluções para tornar a nossa vida mais prática e relaxada.

Comigo funciona assim e cada vez melhor porque estamos a ficar mais seguros, confiantes e a entender cada vez melhor a linguagem do Diogo. Esta nossa forma prática de encarar as coisas já fez com que começássemos a fazer "testes" para ver como o Diogo aceita grandes passeios. 

Não que não nos sintamos seguros nas nossas decisões mas temos que perceber os limites de todos: o nosso a nível logístico, físico e psicológico e do Diogo a todos os níveis.

domingo, 4 de agosto de 2013

Fui á Praia


Tenho Dias

Pois é!!! Eu gosto muito de colinho e o meu pai tem dias que não faz outra coisa a não ser andar comigo ao colo e hoje não foi excepção, só que, teve de sair para trabalhar e quem ficou comigo foi a minha mãe.


Ela tentou deitar-me cantar-me, embalar-me e nada resultou mas depois lembrou-se de me sentar junto a ela na secretária e eu acabei o inicio de noite caladinho, a dar-lhe explicações de informática, enquanto ouviamos Xutos & Pontapés. 



Quando ela percebeu tudo o que lhe tinha acabado de explicar ficámos juntos a ver o concerto no Youtube,  ela bem quer que eu oiça canções de embalar e músicas zen mas eu tenho dias...




sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Iiiiiéééé

Eu gosto muito de trocas e de doações, então o meu pai, no outro dia, trocou o meu berço para o lado dele para que eu tivesse o prazer se ser ele a dar-me de mamar durante a noite.

A minha mãe dormiu tooooda a noite. Bem... toda a noite, nem por isso porque ouve ali uma altura em que ela abriu um olho, mas só conseguiu contar até 3 porque depois o malandro fechou-se logo!

Podemos repetir pai? Podemos? Podemos? Podemos?