quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Um Pai Faz Muita Falta

Mr. Label Man anda sempre de volta das etiquetas: dás-lhe uma fralda e ele vai atrás da etiqueta, dás-lhe um brinquedo de pelúcia e ele vira-o à procura da etiqueta, tens roupa vestida? É melhor que tenha etiqueta ou simplesmente um fecho, mas que tenha tá?

É por estas que quando Mr. Label Man tem alguma mudança a mamazita empina as antenas. 

Já tinha começado na segunda-feira mas ontem atingiu a loucura com protestos, pedidos de colo e festas como se não houvesse mais nada na vida (e não há), actos dignos de um contorcionista circense e rebolarias como se o chão do quarto fosse o melhor playground do mundo (e é) até atingir o top da loucura: a etiqueta da espreguiçadeira - a maior etiqueta lá de casa. 

Isto deveria definitivamente acalmar o melhor e único roedor lá de casa mas não, e finalmente, ao fim de 9 meses de existência, Mr. Label Roedor Man, tirou-me o sono... quase todo!

Dois dentes e a coisa promete, que o diga o meu pai que já tem a toalha de mesa roída. Diz ele: O menino estava tão sossegadinho que eu pensei que ele estava a descansar!!!  Pois...

O nariz entupido e aqueles dois dentinhos sexys, no sorriso lindo, deram chatices. Ás 18h já eu andava a fazer de tudo para ele ainda não dormir. Ás 19h30 já estávamos deitados, com ele relativamente desassossegado durante o sono mas ás 23h 30 roía e roía e roía, não estabilizava ao colo, aninhado, em lado nenhum e de forma nenhuma. Não chorava mas protestava, estava tão cansado mas não conseguia dormir descansado.

Eram 2h da manhã quando o pai chega, deita-se com ele ao colo e quase ás 3h Mr. Label Roedor Man finalmente dormia descansado e a ressonar... Conclusão: Um Pai Faz Muita Falta.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Não Sou Perfeita, Sou SÓ Mãe.

Ontem ao ler este e este blog lembrei-me de cada uma de nós é diferente, que a vida, forma de pensar e estar em nada é igual em cada uma de nós. Peguei nesses blogues como inspiração e fiz a minha própria dissertação maternal.

O Diogo vai fazer 9 meses e eu nunca tive problemas em ir à casa de banho, continuei a fazer a depilação, a ter sexo (infelizmente sem ser diariamente, mas ele existe), a sair, a viajar. Ao contrário do que acontecia antigamente, agora faço unhas de gel, porque dura mais tempo e encontrei um local onde faço mais barato. Não deixei de sair com amigos e já bebi demais (o pai serve para quê?). Visto-o, mudo a fralda e dou de comer em qualquer lugar por isso... até dormir, ver TV, ler e bordar ou fazer outros trabalhos manuais eu faço mas...tive de aprender que tudo tem outro ritmo. E em 9 meses aprende-se muita coisa!!!

Sinto-me cansada? Nuns dias mais no que noutros mas faz parte e que tenho de aprender a viver com isso.

O Diogo veio a ser tudo o que eu  dizia que iria ser a maternidade : Uma Mais Valia, veio acrescentar e não "perturbar".

O Diogo nunca é "culpado" de nada. Se chora eu tenho de saber porquê e fazer com que pare sempre com um sorriso. Se rabuja, se está doente (o que raramente aconteceu), eu penso sempre e só no que posso fazer de melhor para ele, para ele ficar bom , deixar de chorar. 

O Diogo, até agora, não fez nenhuma birra. Longe de mim deixar que as coisas tomem essas dimensões...pego logo nele ao colo e falo com ele para o acalmar, aliás, ver uma lágrima no canto do olho do meu filho é um pesadelo para mim. Ele só mandou vir 2 vezes fora de casa: uma com a pediatra (tinha fome) e outra com a fisioterapeuta (ficou com frio). Por mim, se ele protesta é com todo o direito porque também tem direitos e pode estar em dia não ou porque tem algum mal estar, nem que esse mal estar seja querer mimo e... não, não lhe dou tudo o que quer mas esforço-me por encontrar o equilíbrio.

Quem manda lá em casa? Não, não é ele mas também tem direitos, quereres e desejos. Cabe-me a mim gerir tudo isso com o máximo discernimento possível e sem nunca pensar em "mandar pela janela". Se estou cansada, respiro fundo e penso: O que posso fazer a melhorar a tua disposição, filho? E vou por tentativas... 

Melhorar a disposição dele definitivamente melhora a minha e qualquer cansaço, dia de tempestade ou frio que possa querer entrar dentro dos meus pensamentos desaparece logo. Quanto mais cansada estou mais disponível fico porque ele sente-me e "joga" com isso, por isso estou sempre a inventar formas de estarmos equilibrados. 

Comecei a perceber que nos dias que eu estava mais cansada o Diogo ficava impossível. Não, o Diogo não estava impossível, eu é que estava menos disponível e isso tornava o nosso relacionamento mais difícil e instável, então tive de mudar. Quem tem de mudar sou eu, não é ele. Ele não é embirrento ou stressado, ou..., ou... EU Mãe é que sou uma parva por isso tenho de encontrar um meio de comunicar com ele que seja benéfico para os dois -  se não posso estar com ele ao colo, sento-o no chão e basta eu estar ali junto a ele. Tenho coisas para fazer??? Upa, upa que eu não tenho empregada mas... afinal o que é que é importante? O que é que quero para a minha vida e para a dele? 

"Encosta", que há-de aparecer feito, não perfeito mas feito definitivamente será. Quando? Quando eu tiver disponibilidade e garanto que a minha casa está limpa. O segredo é: entrar com descontracção neste esquema e ele flui... O meu marido foi o primeiro a mandar-me "encostar" e o grande mentor desta ideia e forma de estar. Ele é muito Hakuna Matata ao contrário de mim que era super stressada.

O Diogo nunca gostou de mangas, para ele camisolas de manga comprimida é logo para começar a protestar veementemente mas eu sempre geri isso. Na altura de vestir a camisola respiro fundo e depois canto, faço sons e caretas. O Diogo pára? Claro que não mas diminuiu o volume e eu fico menos stressada porque ando aos pulinhos como uma maluca :). Agora o truque é vestir sentado. 

E eu faço estas figuras na rua? Se for preciso, quem estiver mal que se mude...

Cabe-me a mim encontrar o caminho para a tranquilidade dele principalmente agora que ele ainda não sabe falar porque exprimir-se já é outra história. 

Nunca me apeteceu voltar as costas e deitar a chave fora. Será que é porque fui mãe tarde? Pela minha forma de pensar e estar? Não sei, mas sentir raiva???? Nunca!!!

Houve uma altura em que ia perdendo a cabeça porque aos 2 meses o Diogo decidiu que não iria dormir de dia e ia mandar vir, isso durou 2 meses. Rapidamente encontrei a minha cabeça e fiz o que achava que devia de fazer e não tudo o que os outros me diziam - sim passei quase 2 meses fechada em casa de dia e com o um Sol lindíssimo mas o meu filho descansou e nunca em momento algum eu me arrependi, ou senti frustrada ou o quis "mandar pela janela". Senti receio porque sabia que estar tanto tempo acordado não era bom para ele e obriguei-me a descansar a cabeça de tudo para viver só para ele. O Diogo dorme a noite toda e quando não dormia, lá estava eu ou o pai. Quando quero conversar, dormir mais ao fim de semana, lá está o pai e mesmo assim acho o pai um bocado preguiçoso ;) 

Ajuda eu não ter leite materno?  Não sei, nunca tive outra experiência mas sei de mães que nem assim conseguem ter uma vida tranquila ou encarar as coisas como eu.

Ajuda eu saber que em qualquer altura tenho sempre alguém para me ajudar na limpeza da casa?  Para lavar roupa? Para fazer comer? Para tomar conta dele para que eu possa descansar? Se calhar ajuda, mas o facto é que só usei um bocadinho essa ajuda naqueles 2 meses porque era o meu filho quem mais precisava de mim e eu tive de me disponibilizar só para ele.

Pesquiso e leio imensas coisas mas sempre agi por instinto e nestes quase 9 meses chego à conclusão que muitas das coisas que existem na internet são divagações filosóficas e que o instinto funciona. Não faltam psicólogos, psiquiatras e outras pessoas que de repente percebem de tudo o que se refere a bebés e educação (até cansa) mas o meu instinto tem resultado em todas as horas e no fim acabo por ter em casa o bebé de sonho das revistas não só pela beleza mas pelo comportamento.

O futuro dirá outras coisas? Estamos aqui para ver mas... não sou perfeita, Sou Mãe!!!


PS- Houve situação que me deixava muito frustrada e triste por ele e aí ele puxava das guelas vezes sem conta mas eu não podia fazer nada até ao dia em que...o tirei do ovo no carro!!!

O que Acontece Quando Estranhos Vêem um Rapaz a Tremer de Frio

Este vídeo foi realizado na Noruega pela SOS Children's Villages International, como parte de uma campanha de caridade para ajudar as crianças vitimas da guerra na Síria, com roupas quentes.




quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Símbolos Pedófilos

Ás mãos chegam-me revistas antigas e recortes que familiares meus acham que devo ler (principalmente da parte da minha mãe). Umas coisas são desinteressastes, outras não mas esta foi particularmente assustadora principalmente porque eu não tinha a mínima noção desta realidade e as poucas pessoas com quem falei também não.

Apesar de não duvidar minimamente do Hernani Carvalho nas minhas pesquisas além de encontrar este alerta, também encontrei quem questiona-se a veracidade destas noticias, aqui.

Seja como for,  serve de mais um aviso e alerta de que temos de ensinar os nossos a protegerem-se.



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"Cheirou-me" a Festa



Eles pensavam que eu ia para a cama ás 20h, como vou todos os dias, mas "cheirou-me" a festa.

Eu já tinha avisado: 
- Eu quero uma namorada para festejar o dia 14 de Fevereiro... e como ninguém me arranjou uma, ás 21 h 30 lá estava eu todo contente, sentado em frente à lareira.

Alguém tinha de ajudar o meu pai a comer os chocolates e de esconder a garrafa de espumante à minha mãe!!!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

"My Beautiful Woman" - Os 3 Vídeos

O 3º vídeo (que não me sai da cabeça) tornou-se um sucesso na internet, faz parte de um conjunto de 3 vídeos igualmente muito emotivos e sensibilizantes que nos fazem pensar no que realmente é importante na vida. Cada um tem as suas prioridades.








quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Álbum Fotográfico


Este Natal peguei em folhas grandes de scrapbook e fiz álbuns dos primeiros 6 meses de vida do Diogo para oferecer aos avós e madrinhas. Não foi difícil de fazer e foi barato.

Se pesquisarem na internet podem encontrar imensas ideias diferentes e bem giras.

Eu optei por simplificar o mais possível porque com um bebé em casa a requerer a nossa atenção é mais difícil fazer coisas muito elaboradas. O mais importante é que o álbum foi muito apreciado por todos.


Calendário


Aqui está uma prenda gira e barata que podem oferecer aos avós (como foi o caso) ou transformar a ideia para outras ocasiões ou festividades. 

O calendário pode ser anual mas neste caso eu escolhi o mensal e todos os meses envio aos avós com fotos do Diogo do mês anterior, assim, eles podem ficar com uma recordação completa da evolução do neto.




O Material usado pode ser diferente do que está nas imagens. Eu usei o que tinha mas pode usar cartão, fio ou fita para substituir as argolas, papel fotográfico pode ser perfeitamente substituível por normal, o papel de scrapbook para enfeitar e envolver pode ser cartolina, papel de embrulho, tecido etc. Quem manda é a imaginação, a carteira e principalmente é uma questão de aproveitar o que tiverem em casa. Usei o programa da HP Photo Creations.



quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Snifar o Bebé

Não entendo as pessoas que procuram água de colónia para bebé. Existe alguma coisa melhor que o cheirinho do bebé?

Aquele cheirinho que senti desde o nascimento e que tenho vindo a descobrir à medida que ele cresce: 

O bebé está a brincar, refila e Je aproveita a desculpa para lá ir e pimbas uma snifadela...
O bebé vê a mãe chegar, estica os bracinhos e Je ainda não contou até 1 e já está snif snif snif...
O bebé acaba de de comer Je bate palminhas e aproveita para dar um beijinho e sssnnnnniiiiiffffffff...
O bebé quer companhia para brincar e Je pensa: Por quem és!??? Toma lá mais snifs...
O bebé não faz nada mas Je, já em ressaca, aproveita a desculpa do colinho e pimbas pimbas pimbas snif snif snif...

O bebé cheira tão bem que arranjo desculpas para ele dormir comigo e passar horas a inalar...

Tou viciada na cena pah!!!
snif

Vou Ali e...

... e depois acordei!!!

Äscher Cliff (Suíça)

Hotel Kakslauttanen (Finlândia)

The Manta Resort (Zanzibar)

Rayavadee Krabi (Tailândia)

Attrap Reves Hotel (França)

Conrad Maldives (Maldivas)

Dedon Island Resort (Filipinas)

Hotel Le Moulin du Roc (França)

Hotel Ubud Hanging Gardens (Indonésia)

Ice Hotel (Suécia)

Montana Magica Lodge (Chile)

Panchoran Retreat (Bali)

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

1ª Carta do Pai Natal

Recebi a minha primeira carta enviada pelo Pai Natal e com prenda.



O Conceito do Continuum - A Importância da Fase do Colo

A antropóloga americana Jean Liedloff estudou a tribo venezuelana dos Yequana e defende que para conseguir um desenvolvimento físico, mental e emocional ótimo, o ser humano e especialmente um bebê, necessita o tipo de experiências às quais a nossa espécie se adaptou durante uma longa evolução. Para uma criança são: constante contato físico com seu cuidador desde o nascimento, dormir com os pais até deixar de fazê-lo por vontade própria, amamentação a livre demanda, ser levado constantemente nos braços ou de maneira que possa observar a atividade do adulto, ter cuidadores que respondam aos seus sinais imediatamente sem julgá-la e finalmente, sentir que cumpre as expectativas dos pais, que é bem-vindo e digno. Segundo Liedloff, as crianças cujas necessidades "continuum" forem satisfeitas crescerão com maior auto-estima e serão mais independentes.


Nos dois anos e meio que morei entre os índios da idade da pedra na selva sul-americana – não consecutivos, mas sim em cinco expedições distintas com muito tempo entre elas para refletir – cheguei a compreender que a natureza humana não é o que nos fizeram acreditar. Os bebês da tribo Yequana, longe de precisarem de paz e tranquilidade para dormir, tiravam uma soneca tranquilinhos enquanto os homens, mulheres ou crianças que os carregavam dançavam, corriam, andavam ou gritavam. Todas as crianças brincavam juntas sem brigar ou discutir e obedeciam aos mais velhos no mesmo instante e de bom grado.

A essa gente nunca lhes passou pela cabeça a idéia de castigar uma criança e, no entanto, seu comportamento não deixa entrever permissividade nenhuma. Nenhum moleque faz escândalo, interrompe os outros ou espera que um adulto lhe mime. Aos quatro anos, contribuíam mais com as tarefas do lar que davam trabalho elas mesmas.

Os bebês nos braços quase nunca choravam e era fascinante comprovar que não agitavam os braços e as pernas, não arqueavam as costas nem flexionavam as mãos e os pés. Permaneciam sentados nos slings ou dormiam encostados nos quadris do seu cuidador, desmentindo deste modo a crença de que os bebês precisam mover-se e flexionar as extremidades para exercitar-se. Também observei que não regurgitavam a não ser que estivessem muito doentes e que também não tinham cólicas. Quando se assustavam nos primeiros meses de engatinhar, não esperavam que ninguém acudisse correndo, ao invés disso, iam sozinhos em direção à mãe ou cuidador em busca dessa sensação de segurança antes de seguir com suas explorações. Inclusive sem supervisão, nem os menorzinhos se machucavam.

Será que sua natureza humana é diferente da nossa? Algumas pessoas assim o creem, mas evidentemente só existe uma espécie humana. Que podemos aprender, então, da tribo Yequana?

Antes de tudo, podemos tentar compreender o poder educativo do que eu chamo da “fase do colo”, que começa no momento do nascimento e termina quando o bebê começa a mover-se, quando pode afastar-se do seu cuidador e voltar quando queira. Essa fase consiste, simplesmente, em que o bebê tenha contato físico durante as 24 horas com um adulto ou criança mais velha.
A princípio, vi que essa experiência tinha um efeito extraordinariamente benéfico para os bebês, que não eram tão difíceis de tratar. Seus suaves corpinhos se adaptavam a qualquer postura que fosse cômoda para quem o levasse. Em contraposição a esse exemplo, vemos a incomodidade dos bebês que, com sumo cuidado, dormem no berço ou no carrinho. Bem agasalhados, se encontram lá jogados e rígidos, com o desejo de abrigar-se a um corpo vivo e em movimento: o lugar que lhes corresponde por natureza. Um corpo, em definitivo, que pertence a alguém que acreditará no seu choro e aliviará o seu anseio com braços afetuosos.

Por quê nossa sociedade é tão incompetente? Desde a infância, nos ensinam a não acreditar nos nossos instintos.Condicionados para desconfiar do que sentimos, nos persuadem para que não acreditemos no choro de um bebê que diz: “ Me pega no colo!”, “Quero estar com você!”, “Não me deixe!”. Em lugar disso, recusamos a idéia da resposta natural e seguimos os preceitos da moda que são ditados pelos “especialistas” no cuidado infantil. A perda da fé em nossa experiência inata nos leva a pular de um livro a outro, à medida que vão fracassando todas e cada uma das modas passageiras.


É essencial entender quem são os verdadeiros especialistas. O segundo especialista em cuidado de bebês reside no nosso interior, assim como em cada ser vivo que, por definição, deve saber como cuidar de sua cria. É claro que o maior especialista é o próprio bebê, programado durante milhões de anos de evolução para demonstrar seu temperamento com sons e gestos quando gosta do cuidado que recebe. A evolução é um processo de perfeição que “afinou” nosso comportamento com uma precisão magnífica. O sinal do bebê, a compreensão deste por parte dos que o rodeiam e o impulso a obedecê-la formam parte do caráter da nossa espécie. Nosso intelecto presunçoso demonstrou-se mal preparado para advinhar as autênticas necessidades do bebê. A pergunta costuma ser: “Devo pegar o bebê quando chora?”, “Devo deixar chorar um pouco antes de pegâ-lo?” ou “Deveria deixar que chore para que saiba quem manda e não se torne um tirano?”.

Nenhum bebê concordará com essas imposições. De forma unânime nos fazem saber através de gestos e sinais que não querem que lhes façamos dormir e lhes ponhamos no carrinho. Como essa opção não foi muito defendida na civilização ocidental atual, a relação entre pais e filhos acabou marcada por essa confrontação.
O jogo se centrou em como fazer o bebê dormir no berço, mas nunca se debateu se é preciso respeitar ou não o choro do bebê. Apesar de que o livro de Tine Thevenin, The Family Bed (A Cama Familiar), entre outros, abriu a brecha com o tema de que as crianças durmam com seus pais, não se abordou com claridade suficiente o princípio mais importante: “Atuar contra a natureza como espécie conduz irremediavelmente à perda do bem-estar”.

Então, uma vez que compreendamos e aceitemos o princípio de respeitar as expectativas inatas, poderemos descobrir com exatidão quais são essas expectativas. Em outras palavras, saberemos o que é que a evolução nos acostumou a experimentar e sentir.

A Função Educativa

Como cheguei à conclusão de quão importante é a fase do colo para o desenvolvimento de uma pessoa? A primeira coisa que vi foi como era feliz essa gente nas florestas da América do Sul com seus bebês penduradinhos no corpo e, pouco a pouco, fui relacionando esse fato tão simples com a qualidade de vida. Mais tarde, cheguei a certas conclusões a respeito de como e por quê é essencial o contato contínuo com o cuidador na fase pós-natal do desenvolvimento.

Por um lado, parece que a pessoa que carrega o bebê (normalmente a mãe durante os primeiros meses e depois uma criança de 4 a 12 anos que devolve o bebê à mãe para que esta lhe alimente) está servindo de base para as experiências posteriores. O bebê participa passivamente nas corridas, passeios, risadas, bate-papos, tarefas e brincadeiras do cuidador que o carrega. As atividades, o ritmo, as inflexões de linguagem, a variedade de vistas, noite e dia, a variação de temperatura, secura e humidade, além dos sons da vida em comunidade, formam a base para a participação ativa que começará aos seis ou oito meses, com o arrasto, a engatinhada e depois o passo. Um bebê que passou todo esse tempo deitado no berço, olhando o interior de um carrinho ou o céu, terá perdido a maior parte dessa experiência essencial.
Devido à necessidade que a criança tem de participar, é muito importante que os cuidadores não fiquem olhando pra ele ou perguntando constantemente o que querem, mas sim que deixem que eles mesmos tenham vidas ativas. De vez em quando, não podemos resistir a dar-lhes um monte de beijos, no entanto, uma criança que está acostumada a ver passar a vida agitada que levamos se confunde e se frustra quando nos dedicamos a contemplar como ele vive a sua. Um bebê que não fez mais que contemplar a vida que vivemos, se submerge na confusão se lhe pedimos que seja ele quem a dirija.

Parece que ninguém se deu conta da segunda função essencial da experiência da fase do colo, inclusive eu mesma, até meados da década de 60. Esta experiência dota os bebès de um mecanismo de descarga do excesso de energia que não são capazes de fazer por si mesmos. Nos meses anteriores a poder mover-se sozinhos, acumulam energia mediante a absorção do alimento e a luz solar. É então quando o bebê necessita o contato constante com o campo energético de uma pessoa ativa que possa descarregar o excesso de energia que nenhum dos dois utiliza. Isso explica porque os bebês Yequana estavam tão relaxados e porque não ficavam rígidos, davam chutes ou arqueavam as costas.

Para oferecer uma experiência ótima nesta etapa temos que aprender a descarregar nossa energia de maneira eficaz. Podemos acalmar mais rapidamente um bebê correndo com ele, dançando ou fazendo o que seja para eliminar o excesso de energia próprio. Uma mãe ou pai que tem que sair de repente para buscar alguma coisa não precisa dizer: ”Fica com o bebê que vou correndo até a loja”. O que tenha que sair que leve o bebê. Quanto mais ação, melhor.
Bebês e adultos experimentam tensões quando a circulação de energia nos seus músculos não flui bem. Um bebê cheio de energia acumulada não descarregada está pedindo ação: uma volta pela sala dando pulinhos ou uma dança agitada. O campo de energia do bebê aproveitará imediatamente essa descarga do adulto. Os bebês não são as pessoinhas frágeis que costumamos tratar com luvas de seda. De fato, se neste estágio de formação tratamos a um bebê como se fosse frágil, acabará acreditando que é fraco de verdade.

Como pais, podemos conseguir a destreza para comprender o fluxo de energia do nosso filho. No processo, descobriremos muitas mais maneiras de ajudá-lo a manter o suave tônus muscular do bem-estar ancestral e de proporcionar-lhe a calma e o conforto que necessita para sentir-se confortável nesse mundo.
Publicado originalmente na revista Mothering, edição do inverno de 1989 
Leitura:
Continuum Concept, The – Liedloff, Jean. Perseus Books (1986).

http://www.continuum-concept.org/
Tradução de Bel Kock-Allaman

Acabar Com as Assaduras

Todas nós sabemos o que é a assadura do bebé, existem toneladas de sites e blogs que a explicam e dão inúmeras soluções para acabar com a mesma. Existe uma coisa em comum nas assaduras: o contacto da pele do bebé com a fralda.
Desesperada por não conseguir fazer com a assadura do Diogo desaparece e enquanto estava "obrigada" a um compasso de espera experimentei uma coisa que ainda não tinha lido em lado nenhum e resultou de imediato.

Eficácia 100% e sem sinais de assadura em menos de 24h.

Quando o Diogo foi para o avô, a avó comprou umas fraldas diferentes das minhas e quando não se lhe muda logo qualquer fralda descartável do cocó, ele assa. Na altura ainda não sabíamos o que se estava a passar porque uma coisa era ele ter uma assadurazinha de vez em quando, outra era estar permanentemente assado e de forma violenta,. Até pensámos que era dos dentes e comecei a pesquisar, a experimentar várias coisas e Nada resultava.

Acabei por ligar para a Akasha Kids, falei com a M. para ela encomendar as minhas queridas fraldas biodegradáveis Bambo que não contêm branqueadores nem perfumes e têm menor risco de reacções alérgicas e irritações. O tempo de espera foi muito curto mas bastante desesperante porque estava assustada com a assadura do Diogo e acabei por usar nas fraldas que usava diariamente papel para fraldas que tinha lá em casa e não tem químicos (mas não o reutilizei).
Devo dizer que foi o melhor que fiz porque a pele do Diogo deixou de estar em contacto directo com as fraldas e a assadura desapareceu por completo. Experimentei outra marca de toalhetes secos e sem perfume que me deram e realmente o importante é evitar o contacto da pele com as fraldas, sem pomadas, sem nada, como por magia toda a assadura desapareceu e ainda não voltou a aparecer. 
Deduzo que qualquer marca de toalhetes secos, sem perfume e/ou biológicos sirvam para acabar com as assaduras.

Coisas Boas da Chuva

A chuva tem coisas boas e apesar de estar com muito mau humor porque fui mal informada e tive de esperar mais meia hora fiquei muito enternecida quando, sentada de frente para a porta da rua, vejo entrar dois senhores abraçados. 

Um olhar rápido e cúmplice entre os dois deu a entender que não era só eu que achava que a chuva também tem coisas boas, aquele momento proporcionou um momento de carinho entre ambos que deve de ser raro, na rua.

E não!!! Não apoio o deboche, os beijos e agarramentos entre casais, seja de que sexo forem, como se o Mundo fosse um quarto privado, mas aquela atenção e carinho...

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

APSI e as Cadeiras Auto

Escrevi á Associação para a Promoção da Segurança Infantil a pedir aconselhamento sobre cadeiras auto. 
Heis a resposta:

À semelhança do que acontece com outras entidades nacionais e internacionais (Direção Geral da Saúde, Sociedade Portuguesa de Pediatria, European Child Safety Alliance, ANEC – Consumidores Europeus, etc), a APSI recomenda que as crianças viajem em Sistemas de Retenção para Crianças (SRC) voltados para trás (VT) até o mais tarde possível – 3 ou 4 anos, mas pelo menos até aos 18 meses devem manter esta posição. A cabeça da criança até aos 4 anos é muito grande e pesada, comparativamente com o peso total do corpo (cerca de 25%, comparando com 6% no adulto), sendo por isso, esta a posição que confere maior proteção em caso de acidente, evitando lesões da coluna cervical, geralmente muito graves, que podem provocar a morte ou incapacidades permanentes. Poderá visitar o seguinte site: http://www.youtube.com/watch?v=sssIsceKd6U&feature=player_embedded - filme bastante simples e explícito que demonstra a posição da APSI nesta matéria. Anexamos ainda dois documentos com toda a fundamentação para o transporte virado para trás até aos 3 ou 4 anos e com um estudo internacional sobre o assunto.

Para mudar o seu bebé para uma cadeira maior é importante compreender que as cadeiras do grupo 0+/I (aprovadas dos 0 aos 18 Kg) podem ser utilizadas viradas para trás, mas apenas até aos 13 Kg como o ovo – têm as costas mais largas e um pouco mais altas, mas o mesmo problema de falta de espaço para as pernas da criança. Poderão dar até aos 18 meses ou 2 anos, mas nunca até tão tarde como a APSI recomenda. 
Geralmente a APSI não aconselha marcas nem modelos de cadeirinhas, pondo a tónica na necessidade de experimentar todas as cadeiras no momento da compra para se assegurar de que não existem incompatibilidades com os vários veículos da família. Apenas no caso das cadeiras aprovadas para o transporte de crianças VT até aos 3 ou 4 anos é que indicamos marcas pois, sem orientação, os pais não conseguem encontrá-las com facilidade. Neste momento, temos conhecimento que se encontram à venda em Portugal as seguintes marcas:
  Bébe Confort 2wayPearl (à venda em lojas de puericultura e artigos para criança) – permite transportar de costas até aos 105 cm (no máximo até 18,5kg). É fixa ao carro através da base 2wayFix (que deve ser sempre usada com a cadeira). Também pode ser usada de frente. É homologada pelo novo regulamento R129 (I-size).
  BeSafe Izi Combi X3 (à venda em lojas de puericultura e artigos para criança)  ) – permite transportar de costas até aos 18 Kg. Existem 2 modelos, um que é fixo ao carro através do sistema ISOFIX (sistema de encaixe compatível com o automóvel) e outro que é fixo com o cinto de segurança do carro.
  BeSafe Izi Kid X3 (à venda em lojas de puericultura e artigos para criança)  ) – permite transportar de costas até aos 18 Kg. Existem 2 modelos, um que é fixo ao carro através do sistema ISOFIX e outro que é fixo com o cinto de segurança do carro. Não pode ser instalada de frente para o trânsito, ao contrário do modelo anterior.
  Britax Multi-Tech (à venda nos stands da Volvo e em lojas de puericultura) - permite transportar de costas até aos 25 Kg. É fixa ao carro com o cinto de segurança e com 2 cintas adicionais, presas ao banco da frente. Pode ser posteriormente utilizada como cadeira do grupo II (dos 15 aos 25 Kg), já com o cinto de segurança do carro a prender a criança (até aos 8 ou 9 anos de idade, dependendo do desenvolvimento da criança). Os valores podem variar bastante, pelo que sugerimos que consulte o preço em ambos os locais.
  Britax Max Way (à venda em lojas de puericultura e artigos para criança)  ) – aprovada para transportar de costas até aos 25 Kg, Não pode ser instalada de frente. Fixa ao carro com cinto de segurança.
  Cybex Sirona (à venda em lojas de puericultura e artigos para criança) – permite transportar de costas até aos 18 Kg e é fixa ao automóvel através do sistema ISOFIX.
  Recaro Polaric (à venda em lojas de puericultura e artigos para criança) – permite transportar de costas até aos 18 Kg e não pode ser instalada de frente. É fixa ao carro através do sistema ISOFIX.
Aproveitamos para informar que a APSI pode deslocar os seus técnicos a qualquer ponto do país para dinamizar uma sessão de esclarecimento(para famílias) sobre este ou outros temas de segurança infantil e prevenção de acidentes, a pedido de empresas, associações, escolas, etc. Porque não colaborar com a APSI e tentar dinamizar uma sessão de esclarecimento numa empresa, instituição de ensino ou outra? Poderemos enviar propostas com preços se o desejar. Caso possa colaborar com a APSI para dinamizar uma destas sessões, informamos que os seus custos poderão ser suportados por donativos, e que a APSI emite recibos de donativo dedutíveis em sede de IRS ou IRC com uma majoração de 140% às empresas, pessoas individuais ou coletivas que apoiem este tipo de iniciativas na sua comunidade.
Relembramos que a APSI precisa do apoio de todas as famílias para prosseguir o seu trabalho fundamental. Por isso, caso possa apoiar a nossa causa (por apenas 30 € por ano!), agradecemos. Em anexo encontra uma proposta de sócio que dará acesso a prioridade no atendimento, descontos em ações promovidas pela APSI e informações regulares e atualizadas sobre segurança infantil. Ao associar-se à APSI receberá um Kit de Segurança com diverso material muito útil sobre prevenção de acidentes e promoção da segurança infantil desde o nascimento até à adolescência – dossier com 10 Fichas de Segurança, diversos folhetos e brochuras, além de dois coletes retro refletores para crianças, tudo acondicionado num saco de pano cor de rosa. Anexa a esta mensagem poderá ainda encontrar uma proposta com Serviços para Famílias aos quais pode recorrer e que pedimos divulgue junto dos seus contactos.
Pedimos a sua ajuda na divulgação da APSI junto de todas as famílias e na angariação de novos sócios, ou apoios que nos permitam prosseguir o nosso importante trabalho.
Aproveitamos a oportunidade para referir que a APSI é uma associação sem fins lucrativos que vive sem subsídios do Estado e apenas graças ao apoio de empresas parceiras e de sócios. É só por esta razão que continuamos a existir e a responder aos pedidos de esclarecimento de famílias, profissionais e instituições. Assim, por favor, lembre-se da APSI quando entregar o seu IRS – poderá ajudar-nos sem custos, como indicado em rodapé nesta mensagem.  A APSI agradece em nome das crianças!
Ficamos sempre ao dispor, agradecendo o favor de acusar a receção desta mensagem.
Com os melhores cumprimentos,
Helena Sacadura Botte
APSI | Técnica de Segurança Infantil








Shiuuuu

Shiuuu não digas a ninguém que o Diogo, em 2 semanas já acordou 2 vezes exactamente ás 2h 30m da manhã para brincar.
Shiuuu não digas a ninguém que a mãe dele não o conseguiu adormecer, nem dando um bocadinho de leite.
Shiuuu... também não digas a ninguém que ela pegou nele e deitou-o no meio dos pais onde ele dormiu que nem um anjinho.

Jura que não contas que a mãe dele adorou sentir o cheirinho dele a noite toda? As festinhas e estalos que levou? E de ter os seus dedinhos enfiados no nariz dela? 

Mas... antes de adormecer ele aconchegou-se puxar os cabelos ao pai!!! Pois que isto de "Violência Bebéstica" toca a todos lá em casa, seja a horas for.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Hora do Banho

- Amor dá banho ao bebé.
- Ai ele é muito pequenino. Ai isto... ai aquilo...
- Ai é!?!?!?!?!?

Agora enquanto ele toma banho e brinca na banheira eu:  meto máscara no cabelo, ou hidrato o corpo, ou arranjo as unhas, ou leio alto (a sanita é um óptimo cadeirão), ou arrumo os armários do wc, ou faço peeling, ou tomo banho com ele, ou... ou... ou... 

... lá me vou lembrado de alguma coisa para fazer, nunca esquecendo que é sempre hora para brincarmos juntos.

Deixar o pai dar banho ao bebé???? Ele que não venha, agora, com ideias parvas ou vai-me dar uma coisa muito má!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Está frio!?

Está frio mas é só lá fora.
Aqui dentro é só rebolar, bater e palrar.

Porta Documentos

Finalmente acabei o Porta de Documentos para o Boletim de Vacinas e Boletim de Saúde do Diogo. 

Andava à meses a querer um, ia comprando um mas custava-me tanto comprar quando eu sei fazer e só precisava de tempo. Mentalizei-me que se não conseguia fazer tudo de uma vez, tinha de ir fazendo e aqui está:



Reduzi o tamanho, fiz a montagem com cola do macaco e depois cortei-o por inteiro no feltro.