terça-feira, 26 de janeiro de 2016

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A Lua não Rouba o Sono

Cá em casa a Lua não rouba, nem agita, o sono ao meu bebé porque a roupa dele nunca fica estendida na rua, de noite. 

Apesar dele não ter sido apresentado à Lua fiz questão de só fazer o berço, com as roupinhas de cama, quando o trouxe para casa.

26 -01-2015

Pressupostos Errados

Passou 1 ano desde que escrevi este artigo (que faz parte dos que, sem querer, desapareceram do blog) e nada mudou, ou melhor, muita coisa mudou.

Cada vez mais a minha relação com o telemóvel é cada vez mais distante. Cada vez menos o atendo, aliás passa a maior parte do tempo no silêncio ou quase. As sms passam-me, muitas vezes, ao lado. Fartinha...


"As pessoas pressupõem que por eu ter telemóvel que tenho de atender o telefone ou retribuir a chamada, tal como pressupõem que tenho de abrir a porta da minha casa quando tocam à campainha ou dar os meus dados bancários, ou..., ou... As pessoas vivem de pressupostos!

Existe no Mundo um anarquismo e uma prepotência de achar que temos de estar disponíveis 24h por dia para aquilo que os outros quiserem. Existe um desrespeito pela vida privada das pessoas e eles próprias desrespeitam-se ao permitirem essa constante interferência.

Como temos telemóvel temos de estar contactáveis, como o telemóvel tem roaming e email temos de estar contactáveis, como temos telemóvel pessoal temos de estar contactáveis (também nesse). Como temos conta bancária temos de dar os dados e como estamos em casa temos de abrir a porta.

Eu já cheguei a ter 2 números de telefone por causa disso e isso trazia-me custos mas eu pensava que assim comprava o meu sossego até que um dia parei para pensar e vi que todo o Mundo está errado e sem querer descobri pessoas como eu: cansadas de pressupostos.

Agora imaginem eu juntar isto com a confusão da vida do meu marido: eu estava de férias ligavam, eu estava a jantar ligavam, eu estava a dormir ligavam, eu estava a fazer sexo ligavam... Irra!!!

A gravidez e principalmente a maternidade veio alterar muito a minha relação e a minha disponibilidade para com o Mundo que me rodeia. Cada vez estou mais ocupada no meu trabalho e impossibilitada de atender o telemóvel ou ler todos os emails que recebo e depois do trabalho tenho que fazer em casa e de estar com a minha família. Quero lá eu saber de falar sobre certas coisas nos transportes públicos, atender o telemóvel se estou a conduzir? Eu quero é sossego.

Quantas vezes a minha família liga e eu só me apercebo no dia seguinte? Muitas. Não tenho tempo para certas coisas e o tempo é tão pouco para estar com o meu filhote que não vou desperdiçar 1 segundo com futilidades, se acontecer alguma coisa urgente a alguém meu querido eu saberei. Acreditem que saberei.

A Travelbird não me paga o que deve porque exige como única forma de pagamento os meus dados bancários, que por lei não sou obrigada a fornecer mas eles têm que disponibilizar alternativas que por implicância não fazem. Pressupõe-se que sou obrigada a ter conta bancária e ainda exige que então forneça os dados de um amigo ou familiar.

Ontem ligou-me a Adicional a querer que eu confirmasse a minha morada e se eu tinha uma box da NOS. A mim ninguém me informou de nada e a senhora nunca disse o motivo do telefonema quis logo os meus dados - foi obviamente despachada. Eu percebi o motivo do telefonema quando ela começa a fazer perguntas da box NOS e subentendi que eles tinham sido contratados pela NOS para ir buscar a box que deviam ter ido buscar no dia 5 de Janeiro mas que não apareceram, mas a mim ninguém me disse nada. Pressupõe-se que eu sei do que falam e sem uma apresentação/explicação prévia.

No outro dia alguém ficou chateado porque não atendi o telemóvel e não retribui a chamada. Mas eu tenho de retribuir chamadas a quem quer falar comigo sobre assuntos do seu interesse? É que quem paga o meu telemóvel sou eu portanto eu é que decido o que faço com ele e a quem ligo porque quando eu tenho interesse em alguma coisa não paro de ligar até estar satisfeita e resolver algum assunto do meu interesse.

Aos amigos pessoais e familiares é diferente mas aos outros? E mesmo assim, sem querer, nem sempre consigo corresponder logo. Porque acham os outros que têm o direito de interferir na minha vida dessa maneira? A isto chamasse falta de respeito pelos meus direitos, pela minha forma de estar e ser. 

A invenção do telemóvel e da internet veio obrigar as pessoas a estarem sempre disponíveis e a obrigar os outros a querer que todos estejamos sempre disponíveis mas felizmente alguns de nós estão cansados e isto está a mudar. Começa a acabar a intervenção directa na vida das pessoas porque elas começam a travar essa intervenção: 

O Director X disse que estava de férias com a família e que nem podia respirar porque o telemóvel não parava de apitar, tudo era urgente e para ser tratado já - também ele está cansado e disse basta. Outro é informático e existem sempre problemas nas empresas, outra é administrativa e existe sempre alguma coisa que só ela sabe resolver... etc, etc. 

As pessoas tornaram-se loucas obsessivas pelas tecnologias, pelo urgente, pelo já, pela disponibilidade e pelo contactável. Parece que agora o Mundo acaba se alguém não estiver on line, não estiver com bateria ou som no telemóvel, se as coisas não forem feitas ontem.  

Tudo é urgente mas esquecessem-se que a maior urgência é ser feliz, ter saúde, desfrutar do tempo que a vida nos dá. Eu sou do tempo em que não havia internet, nem telemóveis e não vejo grandes diferenças a nível de menos fome, menos pobreza, menos guerras portanto do que nos serviu tanta "evolução"? Serviu para encontrar-mos uma nova forma de escravidão voluntária.


Por mim BASTA. Tenho vindo a cortar, com sucesso, as minhas amarras e as amarras que me prendem à obrigação da disponibilidade e se abusarem da minha paciência até corto o meu numero de telemóvel porque nada neste mundo me pode obrigar a viver presa a uma lei imaginária e uma opção imposta."

Esperto

Sexta-Feira 6h45 da manhã, sentado no meu carro a caminho da casa da avó Bé:
- Mãe vou-me putar mau em casa da avó Bé.
- Se te portas mal em casa da avó Bé, ela zanga-se contigo e põe-te de castigo.
- Nãããããooooooo. eu potu mal na rua, em casa potu bem poque senão ela não dá coisa e gomas!!!

coisa= quadradinho de chcolate

Histórias de Terror para Crianças???

O meu filho na semana passada começou com o Lobo Mau para aqui, Lobo Mau para ali. Pego nos livros do Capuchinho Vermelho e dos Três Porquinhos e começo a contar-lhe as histórias e apercebo-me que aquilo afinal são histórias de terror para crianças.

Ora vejamos:
- O Lobo Mau cai num caldeirão de água a ferver que os porquinhos tinham posto de propósito na chaminé enquanto os porquinhos se riem e cantam - puro masoquismo e falta de respeito pela vida animal.
- O Lobo Mau come a avozinha - (se ele fosse comer a minha mãe bem que estava tramado e morri ade fome), se isso são coisas que se façam e que se ensinem. comer pessoas é canibalismo.
- O caçador vai atrás do Lobo Mau bate-lhe com um pau, abre-lhe a barriga e tira de lá a avozinha. -  eu a esforçar-me para que ele coma devagar e mastigue os alimentos e vem para aqui um desenho animado estragar tudo e nem arrota no final.

Estamos ou não a potênciar a violência e o desenvolvimento de psicopatas??? É tal e qual como atirar o Pau ao Gato 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Eu Tento

Eu fui uma semana de férias, em Dezembro, para o Gerês.

Eu estive uma semana de férias, em Dezembro, em casa e aproveitei para dormir, curtir a casa, o Diogo e dar alguns passeios natalícios com ele.

Eu ando a tentar falar disto tudo aqui mas entre ler um livro, brincar e cuidar do Fraldas, trabalhar e organizar um baptizado a coisa está mesmo difícil. Eu tento mas está difícil...

São 4h da manhã e o Diogo acorda...

Terça-Feira esteve doentinho e vomitou, ao jantar, tudo o que comeu durante o dia, 1h depois estava com um bocado de febre, dei-lhe o benuron e esperei que ele acabasse de pular e rebolar em cima do sofá (que isto de estar doente mas quietinho e sossegadinho é para bebes). Disse-lhe para se vir deitar ao meu lado, como não queria prometi que lhe contava uma história.

Ocupou o espaço habitual que lhe é devido na minha almofada, deve ser porque na dele está afastado, e não sente o aconchego materno. Pediu-me a história. 

Comecei a contar-lhe a história do mais recente livro que comprei onde o Capitão Gancho rouba o Livro de Histórias da Wendy, ele foi fazendo perguntas e eu fui desenvolvendo a história respondendo - adormeceu!!!

São 4h da manhã e o Diogo acorda...
... acorda a contar-me a última parte da história que tinha ouvido antes de adormecer e a querer saber o resto. 

Pode??? Ai pode, pode!!!

Outros Tempos

O tempo em que a banheira é uma piscina imensa, os dinossauros boiam e comem tubarões.


Nova Moda de Manipulação Materna

Andou rezingão durante o mês de Dezembro, muitas vezes queria impor teimosamente a sua vontade e digamos que não foi o mês mais tranquilo que tivemos até agora, mas mesmo assim com um pouco de paciência, inspirando e expirando, lá levámos a coisa e demos-lhe uma certa liberdade porque também percebemos que faz parte do crescimento, assim como, uns belos raspanetes.

Naqueles dias mais difíceis e quando estávamos quase a desesperar lembrámos-nos sempre que este não é o comportamento habitual dele e portanto vai passar, basta ter calma, ir acompanhando e direccionando. Passou! Ufa

Depois do Natal voltámos a ter o nosso menino muito mais tranquilo e portanto mais disponível para aproveitar as conversas e brincadeiras. com essa disponibilidade chegou uma nova moda de manipulação materna.

Por norma o Diogo diz obrigada, é uma palavra que aprendeu cedo, diz muitas vezes e nas ocasiões certas e agora aprendeu a manipular-me introduzindo no léxico comum outra palavra reveladora de uma extrema e acentuada educação... upa lálá!!!

O Diogo pede 1 vez, eu digo não. Pede a 2ª vez e eu volto a repetir não. Pede a 3ª vez e acrescenta:
 - Se Faz Favor!!!
No fim ainda diz:
- Obigada!!!

E prontos... o assunto fica rapidamente resolvido!!!!!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Utilidades da Lanterna

Ver livros no escuro.

Peter Pan, Peter Pan, Peter Pan

Acho que é o primeiro verdadeiro herói do Diogo sem que ele tenha consciência disso. Sim, eu sei que tenho responsabilidade nisso e fico tão contente por ele ter gostado que alimento a ideia e as brincadeiras.

Depois de devorar o filme original e o "Peter Pan Volta á Terra do Nunca" com a filha da Wendy, agora não larga "Jake e os Piratas da Terra do Nunca: O Regresso do Peter Pan". 

Isto tudo já merece uma literatura a condizer assim como a nova mania, que não sei onde foi buscar: dinossauros!!!

Entre aviões, carros e camiões, o Peter Pan, o Mickey e os dinossauros existem tantas brincadeiras possíveis quanto a imaginação de uma criança permitir e eles convivem e divertem-se todos juntos.